sábado, 8 de maio de 2010

Where the Wild Things Are





Olá!


Em primeiro lugar, desculpem por não ter postado ontem. Falha nossa...
Acabo de assistir ao belíssimo 'Where the Wild Things Are' http://www.imdb.com/title/tt0386117/ ('Onde Vivem os Monstros' na versão brasileira). Definitivamente um achado. O filme foge das adaptações convencionais e mexe com o expectador da primeira à última cena. Agora fiquei com vontade de ler o livro do Maurice Sendak, no qual o filme se baseia.O trabalho do diretor Spike Jonze (que também dirigiu o aclamado 'Being John Malkovich', título no Brasil 'Quero ser John Malkovich', que teve três indicações para o Oscar em 2000) não é apenas para crianças, muito embora o filme tenha cenas engraçadas e fale uma linguagem bastante acessível. O melhor de 'Where the Wild...', está na atmosfera que o diretor criou, que fala muito mais à mente de adultos que vão reconhecer a si mesmos no garoto Max, seus medos, frustrações e acessos de ira.
Jonze fez o seu dever de casa com 'Where the Wild...'. E. se você gosta de um bom filme, passe na locadora, prepare alguma pipoca apague as luzes e venha para onde vivem os monstros...

Fiquem com Deus e tenham uma boa noite.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Rapidinho...





Olá!


Hoje vou passar rapidinho só prá dizer que aqui tá tudo bem, o trabalho está tranquilo, choveu hoje depois das 5:00 da tarde (eu peguei boa parte da chuva na volta prá casa...) e Deus continua no controle de todas as coisas, ALELUIA!!
Também prá comentar que vi no Google Reader sobre o trabalho desses dois brasileiros que espalham arte pelas ruas. Dá uma olhada:

http://www.6emeia.com/bigwall.php

Os artistas Anderson Augusto e Leonardo Delafuente transformam a paisagem urbana à sua volta, dando nova vida e forma ao que encontram pela frente. Tampas de bueiros, muros e bocas-de-lobo ganham colorido e bom-humor nas mãos desses dois artistas. É bom saber que tem gente disposta a agir para mudar o mundo, ainda que seja apenas pondo um pouco de cor e alegria nele.

Uma boa noite a todos e fiquem com Deus.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Tulipa Prá Tudo Quanto É Lado!!!




Olá!

O Canadá é um país jovem mas com uma história muito rica e bastante peculiar. Fatos curiosos e eventos fascinantes (alguns muito tristes, trágicos até, e outros tocantes e inpiradores) têm marcado a história dessa nação cujo nome (para alguns historiadores, originalmente 'kanata') significa 'Vila' na língua dos povos que aqui habitavam antes da chegada dos Europeus. Jacques Cartier (que se acredita ter sido o primeiro a chamar o lugar por esse nome) não poderia ter sido mais feliz na escolha. O Canadá de hoje se assemelha bastante com essa 'vila' ou 'aldeia' onde povos de diferentes nações se encontram para trabalhar em busca de um futuro melhor para si e seus descendentes. Assim como a história da origem do nome do país, outros fatos interessantes podem ser contados a respeito do passado do Canadá, especialmente nas épocas de conflitos internacionais, dos quais o Canadá tem tido participação bastante ativa, principalmente nas duas Grandes Guerras Mundiais. Eventos trágicos, como a primeira tentativa (frustrada, obviamente) de invasão da Europa ocupada pelos nazistas na II Guerra Mundial, que contou com a presença maciça dos canadenses, que perderam suas vidas em número maior do que qualquer outra nação aliada, durante a fracassada invasão, conhecida como A Batalha de Dieppe. Só prá você ter uma idéia, foram enviados para a batalha cerca de 5000 soldados canadenses e apenas 50 americanos... Os canadenses até hoje são ressentidos com o fato, porque eles acham que foram usados meio como 'bucha de canhão' pelos aliados. De fato, até a II Guerra Mundial e as campanhas vitoriosas nas quais o Canadá teve participação decisiva, os soldados canadenses eram considerados como 'soldados amadores' e não eram levados muito a sério pelas outras potências.
Uma outra história interessante que também está ligada à II Guerra Mundial foi a que deu origem ao Festival de Tulipas do Canadá (http://www.tulipfestival.ca/). Durante a Guerra, a princesa Juliana, da Holanda, estava exilada no Canadá juntamente com a Família Real, fugindo da invasão alemã ao seu país. Em 1943, a princesa deu à luz à princesa Margriet, no Civic Hospital of Ottawa. Como as leis na Holanda só permitem que um monarca possa chegar ao trono se for nascido em solo holandês, o governo canadense resolveu o problema decretando, durante o nascimento da menina, o hospital como sendo solo holandês, através de lei (na verdade o hospital foi declarado temporariamente solo internacional, sendo assim possível a princesa herdar a cidadania de sua mãe, tendo assim direito ao trono). Em agradecimento ao fato do governo canadense ter dado abrigo à Família Real durante a ocupação nazista, o governo holandes, em 1945, presenteou o Canadá com 100.000 tulipas. Em 1946, a princesa enviou outras 20.500 tulipas, prometendo enviar mais 10.000 a cada ano. Assim teve início o Festival Anual de Tulipas que ocorre em Ottawa e que comemora o surgimento de milhões de tulipas na cidade todos os anos. Para quem não conhece essa flor, uma curiosidade: a tulipa nasce de um tuberculo, semelhante à batata, que fica enterrada durante todo o ano, e você não tem sequer idéia de que ela está lá escondida esperando para aparecer. Uma vez por ano, pelo mês de Maio, a flor vem à tona e dura apenas algumas semanas. Muito interessante, não?
Quando eu mudei para a nossa primeira casa aqui no Canadá, eu não sabia que o último morador havia plantado tulipas na frente da casa. Quando os moradores saíram, a dona da casa mandou plantar grama nova na frente para deixar a casa mais bonita e mais fácil para alugar. A grama, é claro, cobriu o canteiro de tulipas e quando chegou a primavera eu percebi que em alguns lugares o gramado estava se levantando, cada dia mais um pouquinho. Um dia um amigo nosso que é canadense estava nos visitando e quando ele passou pelo gramado exclamou 'hum... parece que você tem tulipas plantadas aí hein?'. Eu não fazia a mínima idéia do que ele estava falando. Mas, de fato, alguns dias depois elas apareceram e encheram a frente da casa de cor e beleza!

Fiquem todos com Deus e bom descanso!

terça-feira, 4 de maio de 2010

O Ataque do Papel Digital

Olá!


A Google acaba de anunciar sua entrada na guerra dos fornecedores de conteúdo digital. Dá só uma olhada: http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703866704575224232417931818.html.
Já tinha um tempinho que a Google vinha oferecendo livros e revistas 'out-of-print' (ou seja, que saíram de circulação) no seu site (http://books.google.ca/bkshp?hl=en&tab=wp). O Google Books oferece, além de edições antigas de algumas revistas, a possibilidade de leitura de conteúdo parcial de vários títulos de livros. Esse site da Google já está há algum tempo no ar e rendeu ao pessoal da empresa um processo que ainda está rolando na justiça que tenta impedir a gigante da Internet de publicar esse conteúdo.
Agora, porém, a Google resolveu entrar de vez no mundo da venda de conteúdo digital (livros, revistas etc.) para tentar abocanhar uma fatia do mercado que cresce cada vez mais e parece ser a próxima galinha dos ovos de ouro de Wall Street. O que acontece é que o mercado de publicações em papel que vinha definhando há muito tempo está dando seus últimos suspiros e grandes jornais, revistas e editoras foram reduzidas a uma fração do seu antigo tamanho. Jornalistas e escritores profissionais estão cada vez mais ameaçados em suas profissões porque, embora se produza cada vez mais informação, essa informação é hoje disponibilizada gratuitamente através da Internet. Claro que todo mundo acha maravilhoso poder ler as últimas notícias sem ter que ir até a banca comprar um exemplar de jornal, mas isso tem um custo e quem está pagando são as empresas e profissionais que por muitos anos viveram exatamente da venda dessas informações. Hoje tem escritores não-profissionais que gratuitamente fornecem matérias para os sites fornecedores de informação, tirando o pão da boca dos jornalistas e escritores profissionais. Por outro lado as empresas não têm como bancar o salário de produtores de matérias, porque o conteúdo é, na sua maioria, disponibilizado gratuitamente e os dindin que vem da veiculação de comerciais na Internet não chega a ser muita coisa.
E agora, com o advento de tecnologias cada vez mais adequadas à leitura prolongada (como, por exemplo a E Ink Corp - http://www.eink.com/ ) e a chegada de devices portáteis mais eficazes, com baterias mais duradouras e preços acessíveis, a demanda pela compra de conteúdo (conteúdo aqui significa qualquer tipo de informação a ser disponibilizada/vendida) tem crescido a olhos vistos. Veja o caso dos Ebooks, por exemplo. A Amazon lidera a preferência do mercado atualmente com o Kindle (http://www.amazon.com/Wireless-Reading-Display-International-Generation/dp/B0015T963C), um device bonito, ergonômico, eficiente e que permite que você compre os livros/revistas/jornais diretamente nele, sem ter que conectá-lo a um computador, ao contrário do Ebook da Sony (http://www.sonystyle.ca/commerce/servlet/CategoryDisplays?storeId=10001&catalogId=10001&langId=-1&categoryId=100537) que, apesar de ter a preferência de um grande número de adeptos, pelo tamanho, peso e por oferecer touch-screen, precisa que você o conecte a um computador para comprar conteúdo. Além disso, alguns usuários reclamam que a loja da Sony tem poucos títulos em comparação com a Amazon. A Barney&Nobles tem o Nook (http://www.barnesandnoble.com/nook/index.asp?r=1), na minha opinião o mais bonitinho de todos e também o que reúne mais tecnologia e oferece melhor experiência de leitura. A impressão que dá é que ele foi feito por gente que gosta de ler e entende o que um Ebook deve oferecer para fazer a leitura mais prazeirosa.
Em meio a essa guerra de Ebooks, surgiu há um mês o iPad, da Apple, prometendo botar fogo na guerra já acirrada dos Ebooks. A diferença principal do device da Apple é que ele não usa a tecnologia de tinta eletrônica, o que pode fazer com que a leitura prolongada na telinha do iPad se torne um problema. Para os que não conhecem, a tecnologia de tinta eletrônica permite que a tela se assemelhe a uma folha de papel comum. Como a tela não é iluminada, mas reflete a luz como o papel, você pode ler na praia, por exemplo, debaixo do sol do meio-dia, sem problemas. E também não vai experimentar o cansaço nos olhos típico de exposição prolongada à leitura de informação em telas convencionais de computadores (como é o caso da tela do iPad). A vantagem do produto da Apple, no entanto, é que ele está oferecendo uma experiência de acesso à informação sem precedentes. Quem já teve oportunidade de experimentar e ler conteúdo no novo aparelhinho jura que nada se assemelha à experiência. O Wall Street Journal, por exemplo, está batendo records de acessos à sua aplicação no iPad. A diferença, dizem, é que os jornais criaram páginas na Internet que simplesmente tentavam copiar o formato do jornal em papel, adicionando pouco ou quase nada do que a tecnologia digital permite. Porém, no caso do iPad, os jornais e revistas estão usando e abusando dos recursos do device, como vídeos, som, interatividade etc.
Ainda hoje estava lendo um artigo que dizia que essa onda de devices de leitura de conteúdo eletrônico está com força total e já se pode sentir o ressurgimento das cinzas do mercado de publicações. Parece que finalmente a tecnologia fez as pazes com a leitura e as profecias de que o computador e a tecnologia iria decretar a morte dos livros não parecem estar se confirmando. Ao invés de significar o fim de livros, jornais e revistas, a era digital parece estar apenas reinventando o modo como vamos ter acesso a essas publicações no futuro.
A primeira revolução aconteceu quando os chineses criaram a tipografia.
A segunda parece estar apenas começando...

Um grande abraço e fiquem com Deus.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O futuro já chegou, e fala Mandarim...


Olá!

Viver em um país aberto a imigrantes tem a grande vantagem de expor você a diferentes culturas e backgrounds, fazendo com que você fique sintonizado com o mundo, te dando uma visão bem mais abrangente do que está realmente acontecendo com a aldeia global: prá onde as coisas estão apontando e que direção os eventos têm seguido ultimamente.
Se você ainda não percebeu meu amigo, é melhor abrir os olhos, porque o povo dos zóin fechado está tomando conta do planeta, a passos largos. Há algum tempo atrás, acreditava-se que os japoneses é que seriam os herdeiros do mundo, devido ao crescimento fenomenal que aquele país teve no pós-guerra. A cortina comunista escondia muito do que estava acontecendo do outro lado do muro (ou devo dizer muralha?) enquanto os chineses faziam seu dever de casa, consolidando as instituições, formando um exército de mestres e doutores, ampliando e modernizando seu parque industrial e, principalmente, copiando e melhorando tudo o que vinha do Ocidente. O regime totalitário de Beijin permitiu que o governo chinês executasse projetos que em países democráticos seria quase impossível. O governo lá pode decidir sobre a vida dos seus cidadãos sem ter que dar satisfação alguma à sociedade, ou ter que negociar com outros poderes, como o legislativo ou o judiciário. A China cresceu nos últimos anos a uma taxa muito superior a qualquer outro país, exatamente porque o país funciona como uma máquina. Uma engrenagem forte, construída nos últimos cinquenta anos, usando como modelo o capitalismo Ocidental que hoje é responsável pelas exportações imbatíveis da China. O combustível? o povo que, muito embora em sua esmagadora maioria não participe da distribuição da fatia do bolo, considera os líderes chineses seus benfeitores, tão idolatrados como santos ou quase deuses.
Há algum tempo atrás conheci uma chinesa natural de uma cidade portuária que serviu de base americana na segunda guerra e que hoje tem uma das maiores taxas de crescimento na China. A cidade tem prédios modernos, torres fantásticas, pontes futurísticas, é super bem cuidada, com um projeto urbanístico de fazer inveja a qualquer capital da Europa (principalmente nos dias de hoje, quando a Europa está tão sofrida e castigada...). O nome da cidade é Dalian, e você pode dar uma checada na Wikipedia prá entender o que estou falando: http://en.wikipedia.org/wiki/Dalian
Pois bem, embora a cidade tenha uma indústria poderosa, parques belíssimos, prédios suntuosos etc., a chinesa me disse que o salário que um trabalhador médio ganha lá mal dá prá sobreviver. Os apartamentos caros e casas de luxo são comprados por estrangeiros especulando no mercado de imóveis e uma minoria tem condições de comprar a casa própria ou ter um carro. Essa minoria, aliás, pode comprar muitas casas e carros de luxo, porque concentram a riqueza da China em suas mãos. Boa parte dessa classe privilegiada é formada por políticos ou mega-empresários que fizeram fortuna usando influência e aproveitando o alto nível de corrupção no governo.
Essa é a realidade da China de hoje. De um lado, milhões de trabalhadores trabalhando por quase nada (como é que você acha que os chineses conseguem vender os produtos deles a $1.99???) e de outro uns poucos empresários enriquecendo a custa do sangue de muitos. E, no meio (ou acima, melhor dizendo), os governantes corruptos deitados em berço esplêndido...
Mas tem uma coisa... goste ou não dessa realidade, é melhor ir se acostumando, porque a China está tomando conta de tudo. Basta você dar uma olhada no produto que você acabou de comprar, seja qual produto for. 99% de chance de você conseguir ler em algum lugar os seguintes dizeres: MADE IN CHINA.
A China exporta praticamente TUDO, hoje em dia. Prá você ter uma idéia, o Canadá tem uma das maiores florestas de pinheiros do mundo. Mas se você for comprar um móvel por aqui, provavelmente estará comprando madeira MADE IN CHINA e a um preço muito mais baixo do que a madeira nativa do Canadá. Como os chineses conseguem fazer isso, mesmo tendo que acrescentar o frete nos produtos, eu não sei...
Anyway, prepare-se! A próxima língua que você vai precisar aprender muito provavelmente será MANDARIM!
Abaixo alguns sites onde vocês podem ver o futuro. Ele já chegou. E tem os zóin puxado...

http://pt.wikipedia.org/wiki/Xangai

http://www.mundi.com.br/Fotos-Xangai-382606.html

Um abraço e fiquem com Deus!

domingo, 2 de maio de 2010

Google Maps em 3D

Olá!

Hoje vou postar mais cedo porque acabo de descobrir uma nova feature do Google Maps que é realmente interessante. Agora você pode ver o mapa de algumas cidades em 3D através do site, do mesmo modo que você já fazia usando o Google Earth. A Google colocou no ar um vídeo explicando como funciona e como tirar proveito da nova tecnologia. Você pode inclusive tirar uma 'foto' do mapa em 3D e enviar para os seus amigos, por email. Dá uma olhada você mesmo. Aqui estão algumas cidades interessantes prá olhar:






New York,
Toronto,
Paris,
Egipt,
Sydney - Australia,
Rio de Janeiro.


Tenham um bom dia e fiquem com Deus.

sábado, 1 de maio de 2010

Passeio no Sir Sandford Flemming Park

Olá!

Finalmente o passeio que eu tanto planejei deu certo... Hoje fui até o outro lado da península, no lado oeste da cidade. O trajeto foi mais ou menos esse aqui ó:


O tempo estava muito bom, embora tivesse um ventinho chato soprando a boroeste... Mas o sol saiu, a temperatura estava por volta dos 13 graus centigrados... enfim, tudo contribuiu para um dia abençoado.

Eu segui pela Quimpool Rd. até chegar ao extremo oeste da Península de Halifax, depois segui até o outro lado, em direção ao Chocolate Lake, Melville Cove, passando pela Deadman's Island e finalmente chegando no Sir Sandford Flemming Park de onde eu voltei. As fotos e alguns vídeos estão aí embaixo para vocês terem uma idéia do passeio de hoje.
Fiquem com Deus e tenham todos uma boa noite!





















The Commons

Melville Cove

Deadman's Island

Sir Sandford Flemming Park

Fim do Passeio